De uma conversa entre vizinhos a uma força metropolitana.
Tudo começou em 2014, quando moradores de Balneário Camboriú e Itajaí passaram a se reunir para discutir gargalos comuns em mobilidade, saúde e planejamento urbano. Esses encontros amadureceram até a fundação do Foro, em 6 de setembro de 2015 — e nunca mais pararam.
Seis princípios que não se negociam.
Uma década de atuação.
Vizinhos com problemas em comum
Moradores de Balneário Camboriú e Itajaí passam a se reunir para discutir gargalos comuns em mobilidade, saúde e planejamento urbano. Nascia ali a vontade de articular a região por meio de um espaço cívico, apartidário e independente.
O Foro Metropolitano é constituído
Na assembleia de 6 de setembro de 2015, o Foro Metropolitano da Foz do Rio Itajaí Açu é formalmente constituído como associação civil sem fins lucrativos, com sede em Itajaí, personalidade jurídica própria e duração por prazo indeterminado.
Já no primeiro estatuto, a missão fica clara: congregar a sociedade civil para defender os interesses difusos da esfera metropolitana.
Uma casa com fundações sólidas
Nos dois anos seguintes a entidade se organiza por dentro: cria a Assembleia Geral, o Conselho Deliberativo, a Mesa Diretora e um Observatório Regional — este último com legitimidade para propor ações civis públicas em nome da coletividade.
Surgem também os primeiros programas de educação cívica, seminários sobre gestão regional e oficinas para capacitar voluntários no controle social das contas públicas.
A primeira grande vitória na Justiça
O Foro ingressa na Justiça Federal contra a concessionária Autopista Litoral Sul, exigindo a conclusão das pontes das marginais da BR-101 em Itajaí e Balneário Camboriú. O processo termina em acordo que obriga a empresa a entregar as obras — e se torna um caso-modelo de mediação judicial exitosa.
No mesmo ciclo, a entidade propõe outras ações coletivas, como a ACP sobre o trevo da BR-101 com a SC-486, cobrando prazos, cronogramas de obra e reparação quando a inércia estatal prejudicava milhares de usuários.
“É muito blá-blá-blá… e tão fácil resolver: fazer um retorno no KM 128 e resolvido o problema de todos!” Cartaz erguido por um morador em assembleia pública da região
Mais forte e mais aberto à participação
Uma assembleia on-line revisa profundamente o estatuto: amplia o Conselho para até 31 cadeiras e abre caminho para reuniões virtuais e votações eletrônicas, facilitando a participação de voluntários por toda a região.
A mesma reunião institui o Conselho Superior de Presidentes — órgão consultivo formado por ex-dirigentes — e ratifica o Observatório Regional como braço de pesquisa e litígio estratégico.
A batalha pela gestão do Porto de Itajaí
Quando a transição da gestão do Porto de Itajaí para a União ameaçou ser abrupta, o Foro foi à Justiça com uma Ação Civil Pública para que a federalização não fosse truculenta — e conquistou liminar para garantir a continuidade da gestão e uma transição responsável. No mesmo ano, somou-se à mobilização regional pelos avanços do Aeroporto de Navegantes.
O ano em que a sociedade civil ganhou cadeira
Um ano de protagonismo. O Foro foi eleito para o Conselho da Cidade de Itajaí e, em outubro, para o COMDEMA — o conselho municipal de meio ambiente — com quinze votos da sociedade civil. Aprovou seu novo estatuto, divulgou relatório sobre os gastos com diárias no CIM-AMFRI, com acompanhamento junto ao TCE/SC, e levou as “Vozes que Governam” às comunidades do interior de Itajaí.
Reforçou a participação no Plano Diretor de Balneário Piçarras e inaugurou sua era digital com um sistema próprio de gestão de arquivos. E, na Justiça, foi a voz das comunidades quando a decisão definitiva sobre a SC-486 (BR-101–Brusque) obrigou o Estado a concluir travessias e sinalização.
Formando a próxima geração
O Foro leva o projeto “Cidadania em Ação: o Foro vai à Escola” às escolas de Itajaí, ensinando os Três Poderes e o controle social aos estudantes. Porque uma região bem fiscalizada começa com gente que aprende, desde cedo, a fiscalizar.
Uma estrutura feita para durar.
Assembleia Geral
Onde os associados deliberam sobre os rumos da entidade.
Conselho Deliberativo
Define prioridades e diretrizes. Desde 2023, com até 31 cadeiras, reuniões virtuais e voto eletrônico.
Mesa Diretora
Executa as decisões e representa o Foro no dia a dia institucional.
Observatório Regional
Braço de dados e litígio estratégico, com legitimidade para propor ações civis públicas pela coletividade.
Conselho Superior de Presidentes
Órgão consultivo de ex-dirigentes, instituído em 2023 para orientar e preservar a história da entidade.
Voluntários e associados
A base que move tudo: cidadãos que doam tempo e conhecimento à causa regional.
Esta história também é sua.
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